Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher
Foto Dani Hart

O Dia da Mulher existe como uma forma de sempre lembrar que as diferenças existem e que ainda há um longo caminho pela frente! Ser mulher ainda é desafiador!

E como parte importante da força de trabalho e também no desenvolvimento da ciência e tecnologia — a contribuição feminina para inovação tecnológica é imensurável. Desde 1843, quando Augusta Ada King criou o primeiro programa de computador e a britânica Ada Lovelace ajudou a desenvolver o primeiro algoritmo do mundo, antes mesmo da era dos computadores; mulheres vêm revolucionando e ganhando cada vez mais espaço no mercado da tecnologia e ciência.

Esse mercado de trabalho é muito amplo e cresce sem parar. Afinal, a tecnologia está em todas as áreas de nossas vidas. Precisamos dela para estudar, trabalhar, manter a comunicação social, fazer compras e muito mais. E por trás disso tudo, existem profissionais de TI (tecnologia da informação) trabalhando o tempo todo. Profissionais que precisam mostrar novas competências e conhecimento avançado em tecnologia e que num cenário onde há um déficit no número de pessoas qualificadas frente à grande quantidade de vagas em TI — o aumento da presença feminina se torna essencial.

Profissionais femininas de TI apresentam competências técnicas, alto nível intelectual e soft skills importantes, principalmente quando há necessidade de trabalhar em equipe. E mesmo com o trabalho home office em expansão — o setor de TI é o que mais tem profissionais trabalhando a distância, ainda existem mais homens em cargo de gestão.

A equidade de gênero é uma luta antiga das mulheres em vários setores e os desafios são enfrentados desde a participação em processos de admissão até o dia a dia de trabalho. Entre os fatores que dificultam a participação feminina nas áreas de TI estão:

  • cultura não inclusiva;
  • desigualdade salarial;
  • dificuldade de alcançar os cargos mais altos;
  • duplas ou triplas jornadas.

As empresas estão mais cientes, inclusive, de que equipes que atuam com diversidade também chegam a soluções diversas e efetivas. Isso gera resultados, rentabilidade e engajamento. Portanto, a tendência é que as portas continuem se abrindo e que as profissionais de TI sejam cada vez mais valorizadas e requisitadas.

5 novos nomes femininos na tecnologia

Cynthia Zanoni: Foto Caio Calado

1. Cynthia Zanoni nasceu no interior do Rio Grande do Sul e sempre teve um grande impulso: vontade de fazer acontecer. Aos oito anos começou a mexer em um computador e abriu uma janela para uma paixão transformadora: a tecnologia.

Ingressou em um curso técnico ao finalizar o Ensino Médio e logo começou a estagiar como desenvolvedora. Acumulou uma bagagem e ingressou em uma faculdade, no curso de Sistemas para a Internet.

Junto com sua colega de turma, começou a oferecer workshops gratuitos de introdução à tecnologia. Aos poucos, o projeto foi expandindo e conquistando parcerias com faculdades e escolas técnicas, até chegar no posto de a maior comunidade de tecnologia formada por mulheres na América Latina, a WoMakersCode. Hoje, Chyntia também trabalha na Microsoft e segue inspirando, capacitando e empregando mulheres na tecnologia.

2. Lisiane Lemos promove iniciativas de desenvolvimento para jovens e mulheres negras e seu currículo engloba ações como palestrante, co-fundadora do Conselheira 101, embaixadora do movimento global I’m The Code, eleita uma das pessoas mais influentes pela Forbes Under 30 em 2017, professora de MBA de Big Data da PUCRS, membro do conselho consultivo do Fundo de População da ONU, colunista convidada da MIT Tech Review, Meteora Podcast e Fast Company Brasil. E não acabou: hoje ela é Secretária Extraordinária de inclusão digital & apoio às políticas de equidade no Rio Grande do Sul.

Fernanda Ribeiro (Foto: Divulgação)

3. Fernanda Ribeiro é fundadora da fintech Conta Black, que tem como objetivo democratizar e possibilitar o acesso a serviços financeiros para todas as pessoas. Além disso, é presidente da Associação AfroBusiness, uma organização sem fins econômicos que visa integrar, gerar negócios e promover o empoderamento econômico e social da população negra. É Conselheira Administrativa no Instituto C&A, líder de diversidade da Associação Brasileira de FinTechs e Embaixadora da Rede Iberoamericana de Mulheres em Fintech.

Ela defende a força da tecnologia para criar um caminho com mais impacto social e inclusão, e se aproveita dela exatamente para isso. Segue na luta por criar novos padrões e não repetir modelos de solução.

4. Giovanna Moeller tem somente 21 anos, mas já contribui com os estudos e a carreira de milhares através das suas redes sociais, onde também é conhecida como Girl Coding. Desenvolvedora mobile, front-end e designer, atualmente cursa Sistemas de Informação na Universidade Estadual Paulista (UNESP) e cria conteúdo sobre tecnologia em diferentes formatos e redes.

No vídeo mais visto em seu Youtube, ela explica como fazer um formulário de login com animações utilizando HTML e CSS. Além do conteúdo excelente, é muito interessante ver os comentários e reconhecimento do público. Um usuário destaca: “Se eu te contar que é a PRIMEIRA vez que eu vejo um tutorial sobre programação feito por uma mulher no YouTube? Bem louco mas foi muito bom, realmente desejo que outras Devs se inspirem em você e criem seus canais no YouTube”.

Em seu Instagram também encontramos conteúdos sobre linguagens de programação, ferramentas, frameworks e dicas para o mercado de trabalho.

5. Ítala Herta é Fundadora da Diver.SSA, uma edtech que incentiva o empreendedorismo feminino nas regiões Norte e Nordeste, sua atuação contribui fortemente para aumentar a representatividade de mulheres negras em empreendimentos tecnológicos.

Ítala também é cofundadora da Vale do Dendê e atuou por anos à frente da iniciativa, uma aceleradora com foco na inovação e criatividade de jovens afro-brasileiros em Salvador. Além disso, é cocriadora do da plataforma e do festival Ocupação.Afro Futurista.