Como a IA pode ajudar a prevenir ciberameaças

Como a IA pode ajudar a prevenir ciberameaças
Foto de cottonbro studio

Hoje, existem vários tipos de ataques cibernéticos a instituições financeiras, sejam eles realizados por meio de invasões online ou golpes físicos. Nos últimos anos, os fraudadores criam centrais de atendimento falsas e trabalham com informações vazadas internamente de um banco ou de terceiros — prestadores de serviços —, assim como os ataques por meio de cartões para pagamento por via aproximação.

O setor financeiro é um dos mais visados por cibercriminosos, e existem diversos tipos de ataques que podem ocorrer, tanto online quanto presencialmente.

Abaixo, listamos algumas das principais ameaças e formas de se proteger:

Ataques por malware RAT: Malwares que dão acesso remoto total do atacante ao dispositivo infectado, permitindo que ele possa fazer transações bancárias, instalar vírus ou copiar dados. Este tipo de ataque era muito direcionado a clientes que usavam desktops, mas, de quatro a cinco anos para cá, muitos malwares com a mesma função (acesso remoto) apareceram tendo o sistema operacional móvel Android como alvo, ou seja, pode ser o seu celular. Outro fator de preocupação é quando malwares são usados em sistemas de maquininhas de pagamento que podem alterar valores, desviar dinheiro e capturar dados do cartão de crédito.

Phishing: Roubo de dados pessoais por meio de e-mails ou mensagens de texto. Esse tipo de ataque de engenharia social tem diferentes propósitos e alvos, como o spear phishing e o whaling. O phising ainda é uma das formas mais eficazes praticadas por criminosos digitais, essa prática varia desde as formas mais simples, por meio de e-mails ou mensagens de texto, até as mais elaboradas e criativas. Os tipos de ataques do tipo broadcast são conhecidos por smishing e transmitidos normalmente por mensagens de texto, cujo agressor se faz passar por seu banco.

Ransomware: O ransomware pode ser um agente de ameaça sério quando falamos de segurança e privacidade de dados pois é um vírus que criptografa dados e pede resgate para devolver esses dados. Normalmente é direcionado às instituições financeiras e pode afetar diretamente seus sistemas de comunicação, causando prejuízos financeiros e de reputação.

Pagamentos por aproximação: Os pagamentos sem contato, conhecidos como contactless, também são uma ameaça. Criminosos podem obter sucesso em muitas das transações, pois valores baixos são automaticamente pré-aprovados nas instituições. Existem aparelhos que capturam dados e efetuam a clonagem de cartões. É possível se proteger por meio de carteiras e capas bloqueadoras de conexões remotas, diminuição do valor pré-aprovado e envio de notificações em tempo real.

Além disso, é importante salientar que os ataques realizados por meio de pagamento sem contato não são consequência de falha da tecnologia, mas sim de ações criminosas. Os clientes são prejudicados nesses ataques, muitas vezes sem ressarcimento. As instituições financeiras também podem sofrer perdas financeiras e de imagem.

Por fim, ataques a terceiros integrados a instituições financeiras também estão em evidência e são um ponto de atenção para a indústria. No momento, começa-se a falar de ataques à “quarta parte”, ou seja, terceiros integrados a outros terceiros que se integram a uma determinada instituição financeira.

A inteligência artificial (IA) é uma tendência que vem ganhando espaço no mercado de segurança cibernética. Existem aplicações que utilizam IA para identificar e bloquear ameaças, aumentando a eficácia da proteção. É importante estar sempre atualizado sobre as ameaças e formas de se proteger, bem como investir em tecnologias que possam ajudar a garantir a segurança das transações financeiras.

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Hoje, existe IA trabalhando na análise de malwares que atacam instituições financeiras e suas análises ajudam especialistas do mundo todo. Desta forma, conseguimos, por meio da tecnologia, prevenir e evitar que fraudes prejudiquem os correntistas e as instituições financeiras. Mas como isso funciona?

A IA pode fazer uma análise profunda de dados, correlacioná-los de forma automatizada e então ser capaz de identificar e formatar “padrões de ataque”, assim como solucionar problemas com maior precisão e direcionamento. As possibilidades do uso de IA como fator de segurança são muitas, entre elas, podemos citar a ajuda na detecção de ameaças não conhecidas; na análise de uma grande quantidade de dados e correlacionar os mesmos rapidamente, dando uma visão profunda de um ataque ou vulnerabilidades; no gerenciamento de vulnerabilidades, uma vez que podem ser efetuadas avaliações periódicas do ambiente e melhorar na detecção e tempo de resposta de um ataque com orquestração de eventos e tarefas.

As possibilidades de uso da IA na Segurança são muitas, mas é sempre bom ressaltar que o uso dessa tecnologia não substitui uma equipe ou um time bem treinado e capacitado. A IA ajuda no direcionamento e na análise, mas, a interpretação humana é o ponto final da análise.